Pequena Ode
À
flor dos dias, teu sorriso
desce
sobre a planície como chuva habitada
por
um sol interior. Nada mais é preciso
para
sermos, de novo, só Amado e Amada.
Nada mais
é preciso? Uma rosa, talvez:
uma
corola aberta na paisagem vazia,
polvilhando
de cor o rústico entremez
de
que somos actores
apenas
por um dia.
Ó mar de
sonhos e grades!
(Teu
sorriso promete uma evasão sempre adiada).
Ó mar da
quietação, ó glauco espelho liso!
Somos
dois, outra vez, na praia desolada.